"A história é a filosofia inspirada nos exemplos."
Dionísio de Halicarnasso

domingo, 20 de novembro de 2011

Delza Neves

Delza de Castro Neves nasceu em Itambacuri no ano de 1936. 

Foi secretária, monitora e coordenadora regional da ACAR, Associação de Crédito e Assistência Rural de Minas Gerais, continuando suas atividades na EMATER-MG (que sucedeu a ACAR) até agosto de 1986, quando se aposentou.

Cursou parte do ensino fundamental em Itambacuri, e o concluiu num internato de freiras em Juiz de Fora, MG.

Delza começou a trabalhar na ACAR aos 19 anos de idade por ter passado num concurso público realizado em 1956.  

A Associação de Crédito e Assistência Rural (ACAR), fundada em Minas em 1948, era uma entidade civil sem fins lucrativos que prestava serviços de extensão rural e  ensinava pequenos produtores a elaborar projetos técnicos com vistas a obterem financiamentos.

Além de Minas, outros estados brasileiros também criaram associações similares à ACAR. Tais associações trabalhavam para introduzir no meio rural novas técnicas de agricultura, auxiliar a economia doméstica, incentivar a organização do conhecimento científico dos centros de ensino e sua aproximação aos produtores rurais.

Pouco menos de dois anos após seu ingresso na ACAR,  Delza obteve dessa associação uma bolsa de estudos para cursar Administração do Lar na Universidade Rural de Minas Gerais (UREMG), que mais tarde se tornaria Universidade Federal de Viçosa.

Os conhecimentos adquiridos em Viçosa passaram a ser postos em prática nos treinamentos e palestras  ministrados aos trabalhadores atendidos pela ACAR. Delza coordenava um setor formado somente por mulheres, responsáveis por ensinar técnicas  aplicáveis à administração e economia domésticas.

Eram ministradas oficinas de produção de conservas, doces, salgados, compotas, limpeza e higiene, aproveitamento de alimentos, produção de biscoitos caseiros e otimização de todo o tipo de recursos disponíveis nas regiões atendidas.

A ACAR procurava conhecer inovações para repassá-las aos produtores. Já na década de 60, por exemplo, ensinava como produzir leite de soja – produto que só se popularizou recentemente.

Os monitores da ACAR eram continuamente treinados em novas técnicas por meio de cursos em Minas e noutros estados, para mais e melhor difundirem tais aperfeiçoamentos no meio rural.

Delza, por exemplo, se deslocou certa vez até o Acre, onde participou de seminário para troca de informações sobre extensão rural.  Houve convite para trabalhar por lá.

No ano de 1975 a ACAR deixou de existir e suas atividades foram assumidas pela EMATER - empresa pública estadual vinculada à Secretaria de Agricultura. Os serviços que a ACAR prestava, juntamente com seu pessoal, foram incorporados pela nova instituição. Delza e outros funcionários passaram então a fazer parte dos quadros da EMATER-MG.

Os 30 anos dedicados à assistência rural trazem hoje boas lembranças e a sensação do dever cumprido – diz Delza, que se orgulha de ter contribuído para disseminar seus  conhecimentos em muitas comunidades de Minas.

Ela relembra que certa vez, já aposentada, voltando de viagem pela BR-116, viu uma barraca onde eram vendidos doces caseiros. Parou o carro e foi até lá. Viu que eram ofertadas geléias e compotas de frutas. 

Assim que a dona da barraca olhou para Delza, a identificou como uma das ministradoras dos cursos na época da EMATER, e tal reconhecimento foi uma grata surpresa para ambas.

A mulher teceu elogios e agradeceu pelo conhecimento adquirido. Aproveitou também para dizer que as técnicas aprendidas lhe serviam para gerar renda e ajudar no sustento da família.

Delza acredita que uma das missões tanto da EMATER quanto da antiga ACAR, pela qual todo o corpo de funcionários se empenhava, era mesmo a de promover a disseminação de conhecimentos práticos e úteis para benefício das famílias de regiões rurais.
 
Os conhecimentos adquiridos durante a vida profissional tiveram aplicação prática valiosa inclusive no meio onde hoje Delza vive. Ela é bastante admirada pela sua habilidade em fazer doces (especialmente compotas e doces cristalizados), licores, bordados, e culinária diversificada.

Quando se aposentou, Delza recebeu ofertas para trabalhar noutros municípios, mas preferiu morar em Itambacuri para dedicar-se com exclusividade a cuidar do Sr. Domingos e de D. Augusta, seus pais, que já estavam com idade avançada.  

Hoje em dia Delza é uma entusiasmada participante de um Grupo da Melhor Idade existente em Itambacuri, que promove eventos bastante concorridos na cidade, além de excursões pelo país afora. 

sábado, 19 de novembro de 2011

História do Colégio Santa Clara - Parte I

Introdução

Madre Serafina de Jesus
A história do Colégio Santa Clara, em Itambacuri - MG, começa na cidade de Forli, Itália, com a criação do Instituto das Clarissas Franciscanas Missionárias do Santíssimo Sacramento – ICFMSS, no dia 1º de maio de 1898.

A fundadora, Madre Serafina de Jesus (nascida Francesca Farolfi), tinha sido por mais de 20 anos freira na Congregação das Irmãs de Santa Elisabeth, convento que mantinha um pequeno colégio para moças em Forli. Havia uma tendência na Itália do século XIX de abrir escolas ligadas a ordens religiosas.

Logo que entrou para o convento das franciscanas, Madre Serafina assumiu a direção da escola. A Madre tornou-se conhecida por sua personalidade forte e trato competente na criação e administração de instituições de ensino, sendo muitas vezes chamada para abrir escolas, passando depois sua administração a outrem, após consolidadas.

Como seu objetivo era sobretudo a renovação dos métodos de ensino, nem sempre eram pacíficas as relações entre Madre Serafina e seus superiores, mais ligados aos processos tradicionais.

Assim, anos mais tarde a irmã fundou o Instituto das Clarissas Franciscanas Missionárias do Santíssimo Sacramento, com o firme propósito de  continuar a promover mudanças nos modos de ensinar. No dia 14 de maio de 1898 14 freiras professaram seus votos  no novo Instituto, que daí por diante  iniciou seu processo de expansão.

Madre Serafina preferia abrir escolas em regiões pobres, onde houvesse maior necessidade de assistência, mas seu grande sonho era estabelecer comunidades de missão em terras estrangeiras.  Em 1901 este sonho começou a se concretizar, quando 4 freiras partiram para uma missão na Índia.

Em 1907 outras 4 irmãs saíram da Itália para missão em país estrangeiro: o Brasil. Especificamente, em Itambacuri.

Situação no Brasil - o pedido do aldeamento de Itambacuri

Os aldeamentos, como era o caso de Itambacuri na época, normalmente deveriam ter escolas separadas para meninos e meninas, como de resto ocorria com todas as escolas do país.

Dom Joaquim
Quando visitou a região, o bispo de Diamantina – Dom Joaquim Silvério de Souza, sugeriu a frei Serafim que criasse um colégio para meninas, a ser administrado por freiras. Além da sugestão, Dom Joaquim também ofereceu ajuda financeira e logística para o empreendimento.

Para construir o colégio das meninas, os frades obtiveram do Estado a concessão de dois lotes urbanos e três rurais, totalizando uma área aproximada de 760 mil metros quadrados.

No período, frei Serafim trabalhava na construção de uma escola para meninos. Tal obra foi paralisada para que a mão-de-obra fosse utilizada no novo colégio. Em ritmo acelerado, a construção foi concluída no ano de 1906.

Desde a idéia da criação do colégio, Dom Joaquim se articulava para conseguir uma comunidade religiosa que se interessasse pelo projeto. Foi aí que a obra de Madre Serafina apareceu como solução prática e cabível para a questão.

A freira era habilidosa não apenas na criação das escolas, mas também na formação de professores. Além disso, tinha a manifesta vontade de expandir sua obra para missões em regiões carentes, como a esta altura já havia feito com a Índia.

A busca de Dom Joaquim encontrou então uma situação ideal para convidar as freiras do Santíssimo Sacramento a criar o colégio em Itambacuri. O convite foi feito por meio do Núncio Apostólico Dom Júlio Tonti, que escreveu diretamente para a fundadora do Instituto, Madre Serafina, e conseguiu convencê-la da importância do projeto.

Madre Serafina encarou o convite como uma mensagem divina e prontamente aceitou a missão. Restava agora conseguir voluntárias entre as irmãs que pudessem se interessar pelos trabalhos no Brasil.

A Madre teve papel importante também nessa fase, conversando com as irmãs de forma discreta para não influenciar diretamente em uma decisão tão importante quanto a de se deslocar para missões em terras distantes e desconhecidas. Em pouco tempo, apresentaram-se 4 voluntárias.

As 4 freiras receberam instruções e começaram os preparativos para a vinda ao Brasil. Em maio de 1907, estava tudo pronto para a partida.

Irmãs pioneiras – o embarque para o Brasil

As 4 irmãs missionárias
As freiras que se sentiram vocacionadas e aceitaram o desafio da missão foram: Benedita do Redentor (Onesta Braga), Ana dos Inocentes (Malvina Leoni), Francisca dos Santos Estigmas (Santina Gardigli) e Bernardina do Santo Nome de Jesus (Emma Baldassari).

No dia 27 de maio de 1907, as irmãs missionárias saíram da Abadia de Bertinoro, na Itália, em direção ao porto de Gênova, onde chegaram na noite do dia 28. Em Gênova fizeram os últimos preparativos para embarcar para o Brasil, já no dia 30.

Chegado o dia da partida, as missionárias foram acompanhadas por Madre Serafina e Irmã Verônica até o porto, onde embarcaram no navio Umbria, de uma companhia de navegação italiana.

A chegada ao Rio de Janeiro

A viagem do porto de Gênova até o Rio de Janeiro durou 15 dias. Assim, a 15 de junho de 1907 as freiras estavam em solo brasileiro.

No Rio de Janeiro as Irmãs Clarissas foram recebidas por frei José de Castrogiovanni, superior do Convento dos Capuchinhos do Morro do Castelo.

Navio Umbria
As irmãs permaneceram na cidade por 6 dias, ficando hospedadas com as Filhas de São Vicente, na Baía do Botafogo. Elas aproveitaram este tempo para conhecer o Rio de Janeiro e se informar sobre a realidade que encontrariam na missão.

Dentre as autoridades religiosas com quem estiveram no Rio está o cardeal Dom Joaquim Arcoverde Cavalcante (primeiro cardeal da América do Sul), que conversou com as irmãs orientado-as sobre a índole e os costumes do povo brasileiro. Além disso, o Cardeal deu a elas duas sugestões: a primeira, que redigissem um diário para as recordações da missão, e a segunda, que dessem ao colégio a ser fundado o nome de Santa Clara.

Parte brasileira da viagem: Rio de Janeiro, São Mateus, Caravelas, Filadélfia.

No dia 22 de junho retomaram a viagem para Itambacuri. Como não havia estrada de terra e nem ferrovia entre o Rio de Janeiro e o Vale do Mucuri, boa parte do trajeto foi feito pelo mar.

A primeira etapa da viagem foi feita em um navio da companhia Lloyd Brasileiro Mayrink, que seguiu pela costa brasileira até a Bahia, onde seria possível partir de trem para Minas Gerais.

Depois de 4 dias no mar (no dia 26), fizeram a primeira parada em São Mateus, no Espírito Santo. As irmãs aproveitaram para participar da missa na igreja paroquial e no dia seguinte retomaram a viagem. Dessa vez, rumo a Caravelas – Bahia.

Em Caravelas estava sendo comemorada a festa de Nossa Senhora dos Navegantes. O barco então ficou parado por 2 dias em virtude dos festejos. As irmãs não desembarcaram, acompanhando apenas ao que foi possível ver do barco.

A parte final da viagem deu-se no dia 1º de julho, já em Ponta de Areia, Bahia, onde as irmãs pegaram um trem para Filadélfia (hoje Teófilo Otoni).

De Filadélfia a Itambacuri – último trecho

No dia 2 de julho, às 4 da tarde, as irmãs chegaram a Filadélfia, onde algumas pessoas as aguardavam. Ficaram hospedadas na casa do coronel Senna e no dia seguinte cumpririam a última parte da viagem: percorrer a cavalo os 38 quilômetros que separavam Itambacuri de Filadélfia.

As irmãs foram acompanhadas por dois frades e uma comitiva de 30 pessoas. Durante o trajeto muita gente se juntou ao grupo, que chegando a Itambacuri contava quase cem cavaleiros.

O cortejo chegou à cidade no dia 3 de julho de 1907. Os fundadores, frei Serafim e frei Ângelo, aguardavam as missionárias.

As freiras foram recebidas com festa, foguetes, repicar de sinos e banda de música. Conta-se que esta foi a primeira apresentação de banda de música de que se tem registro em Itambacuri.

Além disso, o percurso até a casa que abrigaria as irmãs e o colégio estava enfeitado com flores, bananeiras e bandeirinhas.

Já no dia seguinte as irmãs participaram da primeira missa realizada na capela do pequeno convento, celebrada por frei José de Castrogiovanni.

As missionárias, saídas da Itália, orientadas por Madre Serafina, continuaram a receber saudações de boas-vindas por vários dias. A esperança com a qual foram recebidas partia de uma comunidade cheia de dificuldades, que via nas irmãs uma possibilidade de melhoria nas condições de vida.

Missão estabelecida 

As irmãs vieram ao Brasil com uma missão clara: abrir um colégio para educação de crianças indígenas órfãs e para as crianças filhas dos não-índios que estavam estabelecidos na região. 

Colégio Santa Clara.
A incumbência de organizar os primeiros trabalhos e dirigir o colégio ficou a cargo da superiora irmã Bernardina.

O trabalho das Clarissas Missionárias na educação dava-se da seguinte forma: instrução na catequese, ensino de trabalhos artesanais, e educação escolar sistemática.

Estas atividades, que foram implementadas e aperfeiçoadas no Santa Clara, serão abordadas no próximo texto: História do Colégio Santa Clara – Parte II, que será publicado em breve.

Referências

- PALAZZOLO, Frei Jacinto de. Nas Selvas dos Vales do Mucuri e do Rio Doce. 3ª Edição. Companhia Editora Nacional. São Paulo - 1973.
- RODRIGUES, Carmem. Missão no Brasil das Clarissas Franciscanas Missionárias do Santíssimo Sacramento. Telecart. Belo Horizonte - 2003.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Professor Mendonça

José Vicente de Mendonça (Rio Vermelho, 19 de julho de 1897 – Itambacuri, 19 de junho de 1965) foi um professor, escritor e jornalista mineiro.

Trajetória: Rio Vermelho, Diamantina e Belo Horizonte

José Vicente de Mendonça nasceu na cidade de Rio Vermelho, interior do estado, no dia 19 de julho de 1897. Seus pais eram Eustáquio Fernandes Mendonça e Idalina Rosa de Jesus.

Ingressou na escola primária no ano de 1903. Em 1908, após terminar o curso, foi para o Seminário Episcopal de Diamantina, onde ficou por 3 anos e concluiu o colegial. Foi colega de classe do general Olímpio Mourão Filho e contemporâneo do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Depois deste período, deu seqüência aos estudos em Belo Horizonte no Instituto Claret (hoje Colégio Claretiano Dom Cabral), sob a direção dos padres Salesianos. Ao término dos estudos na capital, voltou para Rio Vermelho.

Na cidade, trabalhou como professor em escola primária. Foi o criador do jornal “O Rio Vermelho”. Em 1914, fundou a Biblioteca Pública Padre Câmara.

Sempre envolvido em atividades culturais, o professor era também poeta e fundou o Grêmio Literário em junho de 1917. Neste mesmo ano, no dia 26 de agosto, foi encenada a primeira peça teatral escrita por ele.

É o autor da letra do hino da cidade de Rio Vermelho e escreveu um livro intitulado Minha Terra.

No dia 21 de abril de 1918 casou-se com Raimunda Augusta da Cunha, com quem teve os filhos Antônio Augusto de Mendonça (Tó de Mendonça) e Maria Aparecida da Cunha Mendonça

Em 1920 fundou o Clube Tiradentes. Criou a Comissão Pró-Vida em Rio Vermelho e a Comissão Pró-Distrito em Serra Azul de Minas.


Itambacuri

Professor José Vicente de Mendonça chegou a Itambacuri no ano de 1924, a convite de Dr. Pedro Autran - então chefe do executivo municipal. O objetivo era que ele ajudasse na organização jurídica e administrativa do recém-criado município.

Tornou-se o primeiro funcionário nomeado para a Câmara Municipal, através da Portaria nº 01 de 18 de maio de 1924. Em seguida, foi nomeado membro do Conselho Escolar – Diretor da Secretaria da Câmara e Professor.

No ano de 1925 foi para a cidade de Paulistas, onde trabalhou como professor e farmacêutico, voltando para Itambacuri em 1926.

Professor Mendonça trabalhou por mais de 15 anos no Colégio Santa Clara, onde lecionou Português, Latim, Francês e História. Além do magistério, atuou em várias outras áreas – incluindo participações importantes na administração da cidade. 
Prof. Mendonça no Colégio Santa Clara.
Era também músico, foi Sub-Coletor, Escrivão de Paz e Tabelião de Notas. Foi presidente da primeira mesa preparadora para a fundação da União Operária de Itambacuri e secretário da Junta de Alistamento Militar.

Foi o fundador dos jornais O Itambacuri e A Sentinela. O primeiro circulou quinzenalmente entre 1927 e 1938, sendo o único veículo noticioso da cidade na época. Anos depois, o jornalista Guira Marques retomou a produção do jornal. Já A Sentinela começou a circular a partir de 1º de março de 1951 e teve curta duração. Foi criado com o apoio de Ildeu Esteves Guedes e Serafim Ângelo da Silva Pereira.

Presidiu a Terceira Diretoria da Conferência Vicentina Nossa Senhora dos Anjos, cargo que exerceu de 6 de março de 1927 a 19 de junho de 1949.

O professor José Vicente de Mendonça faleceu no dia 19 de junho de 1965, aos 67 anos. 

Homenagens

Uma das homenagens ao Professor Mendonça foi prestada através da lei nº 54/61, de 11 de julho de 1961, que deu seu nome a uma rua de Itambacuri. A proposta foi apresentada pelo prefeito Dr. Firmato, na primeira gestão. Informalmente a via também é conhecida como “Rua das Sete Casas”.

O antigo Ginásio também registrava uma homenagem. Tinha o nome de Pio XII, mas depois passou a ser Escola Estadual Professor José Vicente de Mendonça. No entanto o Ginásio foi fechado há alguns anos, dando lugar a uma escola particular.

Fontes

- Jornal O Itambacuri, Ano I, edição nº 3, de 11 de outubro de 1978.
- PEREIRA, Serafim Ângelo da Silva. Itambacuri e Sua História – Volume II. Edição Independente. Belo Horizonte, 1991.
- PEREIRA, Serafim Ângelo da Silva. Itambacuri e Sua História – Volume III. Líthera Maciel Editora Gráfica Ltda. Contagem, 1999.
- Revista Itambacury Ano 100. Edição comemorativa independente. Itambacuri, 1973.
- Benfeitores de Rio Vermelho. Página da Prefeitura Municipal de Rio Vermelho.
Disponível em: http://www.pmriovermelhomg.com.br/index.php?pg=historia&pgn=4. Visitado no dia 8 de novembro de 2011.